O Bairro de São Conrado

 

O pequeno bairro de São Conrado, incrustado entre o mar e a montanha, é local de passagem para as novas áreas urbanas da Barra da Tijuca. Sua larga praia de mar bravio, cujo nome oficial é PRAIA DA GÁVEA; é conhecida como praia de São Conrado, sendo que, na sua extremidade sul, também é chamada de Praia do Pepino. Neste último trecho, suas areias e áreas gramadas servem de pista de pouso aos praticantes de asa-delta, que saltam do alto da Pedra Bonita (150 metros), dando colorido ao céu e emoção aos observadores.

 

Na sua extremidade leste está o Morro Dois Irmãos, em cujas vertentes, junto ao mar, está a Avenida Niemeyer . A oeste, separando São Conrado da Região da Barra da Tijuca, a imponente e misteriosa Pedra da Gávea domina toda a paisagem. O nome desse bloco montanhoso de 842 metros se deve a sua semelhança, na parte superior, à gávea de um navio, apesar de muitos verem, nessa forma, o rosto de um homem, obra talvez de alguma civilização antiga, cuja presença nunca foi confirmada. Através de trilhas percorríveis a pé, em passeios guiados por especialistas em montanhismo, consegue-se chegar ao topo e desfrutar de um magnífico panorama.

 

Em São Conrado se encontra também o que já foi a maior favela urbana do mundo: o bairro da Rocinha, emaranhado caótico de casas, casebres e barracos, que sobem pelas encostas das vertentes internas do Morro Dois Irmãos, debruçadas pelas bocas do túnel do mesmo nome, inaugurado em 1971. Esse túnel, parte da Auto Estrada Lagoa Barra, é acesso alternativo entre os bairros da Zona Sul (Gávea, Ipanema e Leblon) e a área oeste da cidade.

 

Ao surpreendente cenário da favela mistura-se a exuberante vegetação que cobre as montanhas, anfiteatro monumental que envolve a praia e suas áreas planas, de onde emergem modernos arranha-céus. A área é dominada pela ampliação da imensa área verde do Gávea Golf Club, no centro do bairro, dando espaços à natureza e ao céu azul. São Conrado é uma amostra do perfil do espaço urbano-social da cidade, na dicotomia mar e montanha, favelas e apartamentos, homem e natureza.

 

O nome atual do bairro tem origem na igrejinha de São Conrado, construída no início do século XX, com recursos do Comendador Conrado Jacob Niemeyer, proprietário de terras nas redondezas. O santo foi adotado como padroeiro por ser o nome Conrado uma constante em sua família.

 

Niemeyer, aproveitando o antigo leito de uma estrada de ferro, nunca concluída, contratou o Engenheiro Paulo de Frontin, para o projeto de construção da bela Av. Niemeyer, inaugurada em 1916.